A Palestina na Época de Cristo: Aspecto Político

Para entendermos essa situação voltaremos um pouco ao passado, quando Herodes I era o rei dos Judeus, ele  mesmo que a Bíblia acusa de matar crianças, quando ele estava perto da morte, dividiu seu reino entre seus três filhos restantes, Arquelau ficou com a Judeia e a Samaria, Antipas com a Galileia e a  Pereia e Felipe com Panéia. Partindo desse ponto, Arquelau não governou bem, ganhando inimizade do povo e também dos romanos, sendo banido por Augusto para Gália (atual França). Roma passou a administrar diretamente a Judeia e a Samaria, colocando um Procurador que se reportava ao Governador da Síria. 

Na época das pregações de Jesus Cristo, a palestina era divido em vários distritos e governados por pessoas diferentes ligadas ao Imperador Romano. Entre eles estavam Pôncio Pilatos procurador romano responsável pela Judeia e Samaria, Herodes Antipas Tetrarca da Galileia e da Pereia, Felipe, irmão de Antipas, governava a Panéia e Bantanéia.

Dito isso, vamos analisar como funcionava a relação entre esses personagens, Antipas governava a partir de Tiberíades, cidade construída por ele como capital da Galileia, era um cidade helenizada que se tornou um importante entreposto comercial a partir do Mar da Galileia ( Lago gigante que ficava no centro do Território governado por Antipas).

Pôncio Pilatos governava a partir de Cesareia, cidade portuária, tinha que se reportar ao governador da Síria,  É tido como um governador sanguinário que criava muitos problemas. Como todos procuradores romanos não governava a partir de Jerusalém, matinha apenas duas ou três Coortes (Unidades com mais 600 soldados romanos) sob o comando de um Tribuno Militar (patente alta do exercito romano abaixo apenas a de Legado) arquetalada na Fortaleza Antônia.  Apenas na época da Páscoa e em demais festivais se dirigia a Jerusalém. 

Os dois personagens tem um fim parecido, Antipas foi exilado em 39 em uma conspiração de seu sobrinho Herodes Agripa I que passou a governa em seu lugar. Pilatos teve um fim parecido, ele se envolveu em uma dizimação de samaritanos, que foram mortos quando se aglomeravam para irem orar no monte Gerizim. Os samaritanos ultrajados se queixaram ao governador da Síria Lúcio Vitélio, que destituiu Pôncio Pilatos e o enviou ao Imperador Calígula que o exilou na Gália. A Judeia passou a também ser governada por Herodes Agripa I.   

Jerusalém na época de Jesus Cristo 


Cezar Silva
Professor de História e Pseudo Cinéfilo 




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